A experiência do amor oblativo: uma oferenda que produz a Paz
Cristo nos disse que neste mundo haveríamos de ter tribulações, pois bem, a missão do cristão é assumir a sua cruz a exemplo do Cristo para podermos com Ele também ressuscitar. O demônio é aquele que foge da cruz e de todo sofrimento; o cristão porém a abraça e a toma consigo como sua própria herança, pois, aquele que aceita o sofrimento com paciência, diz que ama a Deus, e este verá muitos frutos como já nos dizia o apóstolo Paulo: "o sofrimento produz paciência, que prova a fidelidade e que gera a esperança".
Se Cristo já morreu por nós e sofreu todas as nossas dores e contaminações, de onde nos vem este sofrimento? Vejamos: Todos os mandamentos se resumem em um só: que nos amemos mutuamente como Cristo nos amou. Santa Tereza de Calcutá já nos dizia que o amor, para ser verdadeiro, precisa doer; daí nos vem o amor oblativo. Este amor não nos traz emoção ou prazer, mas traz aquilo que todos procuram, a Paz.
No evangelho de hoje, o Senhor nos exorta a perdoar sempre. Perdoar a todos aqueles que nos ofenderam. Sabemos que perdoar não é fácil, o instinto humano sempre quer a vingança, sempre quer ter a razão, mas vejamos, a vingança não nos trará paz, mas sim, mais sofrimento.
Precisamos perdoar aqueles que nos fizeram mal, precisamos perdoar aqueles que "não nos damos muito bem", precisamos perdoar a nós mesmos. O perdão gera a cura. O curado é o próprio gerador do perdão, pouquíssimas vezes o receptor.
Santa Rita de Cássia, quando teve seu marido assassinado, seus filhos juraram vingar a morte do pai, ela porém pediu a Deus que os levasse antes que cometessem esta desgraça. Isto é uma real prova de perdão; de quem encontrou a paz por amar, e ama por perdoar. Perdoemos sempre, para que possamos encontrar a Paz. E lembremo-nos sempre de perdoar a nós mesmos.
Abençoado domingo!
Paz e Bem!

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