O Amor de Deus | Reflexão | Filho Pródigo
Através da passagem do Filho Pródigo em Lucas 15, 11 - 32, podemos perceber o Grande Amor de Deus por cada um de nós. Reflitamos então esta leitura, nos colocando no lugar do filho mais novo:
Pedimos ao Senhor aquilo que
queremos, pedimos graças, bens, pedimos curas, pedimos aquilo que acreditamos ser o melhor para nós (e que nem sempre será). Deus, com sua infinita bondade, nos concede a graça,
nos dá aquilo que pedimos e nós, pela liberdade que também nos foi dada por Deus, usamos de forma incorreta, e nos extraviamos pelo caminho. Nos alimentamos do pior prato, comemos a "comida dos porcos", e achamos que estamos fartando do melhor prato que podemos. Ao nos arrependermos e tomarmos conhecimento de nosso erro, e que aquilo que achamos ser bom, na realidade não é, retornamos ao Pai. O
pai não pede satisfação ao seu filho, não esperou que o filho dissesse por anda andavas ou
o que tinhas feito, logo corre ao encontro do Filho pois o encontrou.
O pai, feliz com sua volta, dá ao filho três objetos significativos, a veste; o anel e as sandálias. Vejamos:
- A veste significa o homem novo que há de nascer, o passado é deixado para trás, toda sujeira que o contaminou pelos caminhos que passou foi retirado com suas vestes e uma nova veste é posta.
- O anel simboliza a Aliança do Pai com o filho, o compromisso e a fidelidade. Ora, o compromisso já havia sido feito e foi quebrado com a partida do filho. O Pai porém, perdoou a traição e renova esta aliança.
- O calçado nos mostra o trabalho que deve ser realizado na vinha, a missão. O pai a todo instante contou com o filho para trabalhar em sua vinha, ao sair, o trabalho fica defeituoso; com sua volta, Ele continua a contar com o filho para lhe ajudar.
Por vezes, ocupamos também o lugar do filho mais velho, vejamos que: O filho mais velho enche-se de
orgulho por estar com o pai sempre, por não ter traído o pai; se acha digno de
receber a festa, mas não aceita o retorno de seu irmão para casa, pois o acha
indigno. Ele se acha superior ao irmão e o exclui por conta das suas falhas. Ocupamos o posto de filho mais velho quando, julgamos o irmão e o excluímos por seus defeitos, quando não damos a acolhida necessária ao que retorna. "Mas se vos deixais levar por distinção de pessoas, cometeis uma falta e sereis condenados pela lei como transgressores." Tiago 2, 9
Cristo veio para chamar os pecadores
e não os puros, aqueles que já estão com Ele não precisam ser chamados, mas sim
os que se perderam. Por isso, o Pai diz ao filho mais velho: "Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado." Lucas 15, 31b - 32
Podemos ver então através desta parábola que o Amor de Deus é incondicional! Ele
entregou seu Filho único em troca de nossa recompensa. Como podemos ver também, em Isaías 43, 1 – 5.
“Viver de amor, é dissipar o medo e a
recordação das faltas passadas”
Santa Terezinha do Menino Jesus


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